Crypto

#2 – Computação Quântica – O risco ao Bitcoin

Conforme apresentamos na primeira publicação sobre computação quântica, este imenso advento tecnológico virá para nos trazer uma evolução computacional sem precedentes.

Mas o perigo da nova tecnologia é vasto.

E nesta vastidão o mundo dos ativos criptográficos e blockchains estará em perigo também.

Na verdade, sempre esteve!

Tanto que periodicamente ocorrem ataques hackers a exchanges e protocolos de criptoativos, ataques de ransomwear, e até estamos nos acostumando com os ataques phishing.

São constantes em nossas redes sociais e emails.

O mundo criptográfico tem algo bem maior para se preocupar.

Conforme foi bem fundamentado em um Artigo sobre a computação quântica e o Bitcoin pelo portal Delloite, uma das aplicações mais conhecidas dos computadores quânticos é quebrar a dificuldade matemática subjacente à maior parte da criptografia usada atualmente.

É comum encontrarmos reportagens e pesquisas mostrando que a computação quântica poderá acabar com a criptografia usada atualmente, e assim com o Bitcoin, também.

No mundo dos criptoativos as chaves públicas e privadas são geradas de uma forma a qual as duas chaves têm uma relação matemática intrínseca entre si.

A chave pública pode ser gerada proveniente da chave privada, mas o inverso não pode acontecer.

Esta relação demoraria um tempo inestimável para ser quebrada com a tecnologia computacional normal ou atual.

Mas com a tecnologia de algoritmo quântico essa pressuposição seria bastante diferente.

Quando surgirem os computadores quânticos super potentes será possível quebrar esta relação e se descobri a chave privada derivada de uma chave pública, e assim manipular uma assinatura digital.

Na transação com o Bitcoin, o computador através de dados matemáticos gera um endereço aleatório calculando um endereço relacionado à chave pública, e também um segredo que se torna a chave privada necessária para realizar a transação a partir desse endereço.

Para se transacionar um criptoativo como o Bitcoin, um indivíduo autoriza uma transação fornecendo uma assinatura digital que prova que o endereço possui os fundos para a negociação.

Um computador quântico que possuir esta chave pública poderá falsificar essa assinatura digital e assim pegar para si este criptoativo.

Um amplo ponto questionável neste processo é que na tecnologia de prova de trabalho de mineração os blocos são gerados pelos mineradores e assim que constituídos, novos blocos dão sequência à produção das criptomoedas e validação das transações.

Cada bloco gerado em cadeia forma a blockchain, que é desiganda pela aceitação dos mineradores em relação ao último bloco da rede que foi construído.

No caso da formação de blocos que não queiram ser seguidos pelos mineradores uma nova cadeia pode ser formada e a rede continuar em sequência daquele ponto.

Eventualmente ao se gerar uma transação ou se formar um bloco não aceito por mineradores, como ocorreria no caso de uma quebra por computação quântica, a blockchain poderia não seguir por aquele ponto.

Neste caso, os mineradores podem retornar ao último bloco construído de forma aceita e passarem a produzir blocos a partir dele.

Pois bem, nesta validação de transações as chaves geradas ou endereços são extensas, o que leva um longo tempo para serem processadas.

No caso dos computadores quânticos, uma chave pública pode ser obtida diretamente no endereço, já que estas chaves são públicas.

Uma vez que todas as transações em Bitcoin são públicas, qualquer um pode obter a chave pública de qualquer endereço e executando algoritmos de sistema poderiam gerar a chave privada desse endereço.

E assim, o invasor poderia utilizar um computador quântico para usar estes criptoativos aos quais as chaves privadas foram descobertas.

De acordo com a Delloite, ao analisarem todo o blockchain do Bitcoin para identificar quais moedas seriam mais vulneráveis ​​a um ataque de um computador quântico, estes encontraram que os endereços de trocas P2P alternativos ou de base seriam os mais vulneráveis, por estarem expostos na rede.

Isto porque, supostamente estes endereços foram criados e nunca foram utilizados.

Isto seria um pouco diferente no caso de Bitcoins que já foram movidos por vários endereços.

Praticamente 4 milhões de Bitcoins ainda estão nestes endereços P2P originais de mineração, classificados como P2Pk.

Os endereços P2P que foram reutilizados cresceram vastamente desde 2010 (classificados comoP2PKh), e a grande maior parte dos Bitcoins está codificado neste tipo de endereço, menos vulnerável ao ataque quântico.

Isto porque, estes endereços P2PKh não possuem as suas chaves públicas divulgadas, não permitindo assim que através delas a computação quântica decifre a sua chave privada.

Um fato notório que já discutimos no Portal Bitnotícias é o número de criptomoedas que são perdidas pelos seus usuários diariamente pelos mais diversos motivos.

Boa parte destas criptomoedas estarão vulneráveis aos computadores quânticos.

Por um lado ao qual não podemos pontuar que será bom, muitos criptoativos perdidos poderiam assim ser recuperados.

De acordo com uma análise do Delloite, a comunidade cripto de uma moeda minerável poderia chegar ao consenso de obrigar os seus usuários a a moverem suas criptomoedas para endereços mais seguros.

Mas isto para o conceito de descentralização seria péssimo.

Mas seria uma plausível solução, uma vez que após isto estes endereços não seguros poderiam ser inutilizados.

O paradoxo do conceito da criptomoeda em relação ao problema quântico agora está na vertente de a chave pública não ser pública para ser mais segura.

Assim, como a rede poderá fazer para que uma transação que exige que haja uma chave pública traga anonimidade a esta chave?

Pois uma outra forma seria a não validação da transação por parte dos mineradores da rede, mas como estes saberiam que aquela transação em específco seria fruto de uma quebra de chave privada diante de uma chave pública.

E certamente o invasor utilizaria de meios convincentes para que aquela transação fosse realizada mais rapidamente, como por exemplo, oferecendo taxa mais alta de transação ao validador da transação.

Por outro lado, na blockchain do Bitcoin o tempo para que uma transação seja explorada é de cerca de 10 minutos.

Isto faz com que uma criação de chave qu demore longo período de tempo possa não ocorrer.

Atualmente os computadores quânticos, de forma estimada, conseguiriam gerar uma chave em cerca de 8 horas, o que tornaria a quebra do sistema do Bitcoin quase impossível.

Entretanto, oa computação quântica está apenas em seu início, e é certa a possibilidade de que esta tecnologia cresça exponencialmente.

De acordo com o Delloite, quão mais próximo de gerar uma chave dentro do tempo dos 10 minutos da blockchain do Bitcoin, maior será a chance de haver quebras de chaves privadas através de chaves públicas.

Pois bem, de acordo com a discussão de encerramento desta vasta reflexão promovida pelo Delloite, “se você usuário, acredita que o progresso na computação quântica é mais avançado do que o conhecido publicamente, e se você possui uma chave pública fraca ou vulnerável, você provavelmente deve transferir suas moedas para um novo endereço p2pkh (não se esqueça de fazer um backup seguro de sua chave privada)”.

Mas não basta apenas um conjunto pequeno de pessoas fazerem isto, uma vez que a quebra do modelo de segurança do Bitcoin e das demais criptomoedas pode levar o sistema ao colapso, ou no mínimo despejar criptomoedas “furtadas” no mercado reduzindo seu preço drasticamente.

Mas não podemos pensar de forma unilateral, pois uma vez que esta tecnologia quântica venha em detrimento ao sistema criptográfico, o sistema criptográfico poderá utilizá-lo a seu favor e evluir as camadas de proteção das chaves públicas e privadas e da criptografia como um todo.

Assim, sempre terá pessoas agindo para o bem e para o mal, e se o ditado prevalecer, “no final, o bem sempre vencerá”.

Na terceira e última reportagem da série esclareceremos se o Bitcoin está ou estará vulnerável aos malefícios proporcionados por quem tentar destruir esta maravilhosa tecnologia.

Tudo depende da mente dos seres humanos, e infelizmente os seus meios justificam seus fins.

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